15º Congresso de Eficiência Energética reúne 250 participantes e mobiliza setor elétrico em São Paulo

Cerca de 250 pessoas participaram da 15ª edição do Congresso Brasileiro de Eficiência Energética (COBEE), realizado pela Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Conservação de Energia (Abesco), entre 27 e 28 de agosto, em São Paulo.

Durante dois dias de evento, representantes do setor elétrico, consumidores de energia, Empresas de Serviços de Conservação de Energia (ESCOs) e da sociedade civil puderam conferir explanações e participar de debates que permeiam atualmente o setor elétrico, em especial com foco em Eficiência Energética.

Para o presidente da Abesco, Alexandre Moana, esta edição foi um sucesso, não somente em virtude do aumento no número dos inscritos, mas especialmente pelo envolvimento dos participantes no decorrer do período do COBEE.

“Nós fizemos com que o conhecimento fosse disseminado entre indústria, comércio, as empresas de Eficiência Energética e o poder público. O congresso cumpriu com sua missão de reunir grandes mecanismos para pensar em como tornar o país mais eficiente. Não só na utilização de energia, mas em tudo o que os brasileiros se propõem a fazer”, afirmou Moana.

O presidente da Abesco enfatizou ainda que, durante o Congresso, houve a preocupação de ir além de assuntos que impactam diretamente empresas que lidam com energia. “Nós acreditamos que, difundindo a Eficiência Energética, a palavra eficiência possa fazer parte do cotidiano e tornar um Brasil mais produtivo, um Brasil que sonhamos para as gerações futuras”, completou.

Entre os diversos assuntos debatidos durante o COBEE, alguns chamaram a atenção, como a expectativa diante do primeiro projeto de Leilão de Eficiência Energética, que deve ter início em 2019, conforme atentou Ailson de Souza Barbosa, superintendente de Pesquisa e Desenvolvimento e Eficiência Energética da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Outro tema que mereceu atenção da plateia foram os financiamentos, sobre os quais a sócia diretora da empresa de assessoria de negócios Fractal, Linda Murasawa, apresentou dicas importantes para que companhias e indústrias desenvolvam projetos de forma assertiva e, assim, obtenham aporte para a realização deles.  Ela, inclusive, aproveitou para falar sobre o principal reclame de financiadores e empresas interessadas em obter financiamentos. “A maior queixa delas (financiadoras) é que não têm projetos e (a maior queixa) dos que têm projetos é de que não têm dinheiro. Mas há investidores, sim. O que falta, eventualmente, é um conhecer o outro”, apontou.

Já no segundo dia do COBEE, o painel sobre Eficiência Energética de Motores serviu de alerta para as indústrias, em especial às que optam por utilizar motores elétricos reformados. Segundo Érika Líbero Bueno, engenheira eletricista especialista em Energias Renováveis e Eficiência Energética do Senai, o impacto do uso desses equipamentos é muito grande em consumo de energia.

“Falta inventário dos motores. As indústrias não têm ideia do potencial de economia por meio deles. Então, não dá para saber o potencial de economia se você não sabe o que tem em casa”, observou, atentando que, a partir de um levantamento de equipamentos, é possível saber quais deles podem ser substituídos, caso apresentem consumo exorbitante, ou seja, ineficientes do ponto de vista de economia de energia.

O chefe do Centro de Negócios de Eficiência Energética (CNEE) da WEG, Leandro Ávila da Silva, observou que as oportunidades de Eficiência Energética no Brasil são muitas, tanto que a própria empresa vem crescendo bastante nesse segmento em virtude de soluções implementadas.

Ele ainda aproveitou para elogiar a iniciativa do congresso, em especial pela rica disseminação de conhecimento e troca de experiências. “O que é bom é que a gente vê que a consciência, embora ainda não seja aquela que nós precisamos, está melhorando aos poucos e eventos, como esse do COBEE, são muito importantes nesse sentido. Estão presentes aqui representantes do governo, de agências reguladoras, especialistas de empresas e do meio acadêmico. E a gente vê que essa troca de experiência está contribuindo para isso. Por isso, o COBEE está de parabéns!”, finalizou.

Marisa Zampolli, engenheira elétrica e especialista em Energia Sustentável da International Cooper Association, foi uma das painelistas mais aguardadas, especialmente porque o assunto Eletromobilidade está cada vez mais em voga. Apesar de apontar que, no Brasil, há apenas 6,6 mil veículos elétricos e híbridos, Marisa realça que o potencial do país é muito grande e, portanto, precisa melhorar. “As oportunidades econômicas que existem para o nosso país são muitas, porque nós podemos exportar esses veículos para toda a América Latina, que já está adotando a Eletromobilidade”.

Além disso, para ela existe a necessidade de melhorar o sistema de transporte, que, conforme enfatizou, é um dos setores que mais poluem o meio ambiente. “Já existem várias normas publicadas e que possibilitam o crescimento desse mercado”.

O 15º Congresso Brasileiro de Eficiência Energética foi realizado entre os dias 27 e 28 de agosto, no Holiday Inn Parque Anhembi, com a participação de quase 30 conferencistas, que proporcionaram aos participantes a oportunidade de tirar dúvidas e trocar contatos para possíveis parcerias e negócios.

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